;

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Série: Seleções Rumo à África

Duros de domar
Camarões vai a Áfirca do Sul estritamente pela revanche de sua ausência na Alemanha 2006.
Conta com um figurante estelar a nível internacional, Samuel Eto´o e uma equipe sólida e bem comandada pelo francês Paul Le Guen (foto). Nas Eliminatórias ganhou de ponta a ponta e mostrou que é uma potência na África. O treinador mudou algumas peças do jogo e conseguiu devolves os camaroneses ao Mundial.
Desde 1990 o plantel desta seleção cria problemas para grandes favoritos, e neste mesmo ano chegou às quartas de final da Copa recebendo o apelido de leões indomáveis. A estratégia do treinador para evoluir a equipe foi bem mais que mudanças táticas, mas psicológicas, conseguindo uma mudança radical na atitude e na profissionalização de sua equipe.
Ao chegar à seleção nacional Lê Guen mudou inicialmente o capitão da equipe: passando para Samuel Eto'o a faixa antes pertencente a Rigobert Song e conseguiu um bom resultado com o feito. Estes dois jogadores são as bases dos leões, porém o treinador conta com atletas atuantes nas ligas espanhola, francesa e inglesa: AchillE Emana (Betis), Pierre Webo (Mallorca), Alexandre Song (Arsenal), Geremi (NewCastle), Idriss Kameni (Espanyol), Jean Makoun (Lyon) e Stephane Mbia (Rennes).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Série: Seleções Rumo à África

Uma nova mentalidade
Com Marcelo Bielsa como condutor, o Chile volta a uma Copa após doze anos. O técnico argentino mudou a forma de pensar dos jogadores que até então insinuavam mais do que podiam fazer.
Desde que Bielsa tomou posse do time chileno uma revolução aconteceu dentro da seleção nacional. O treinador exigiu que o Complexo Desportivo Juan Pinto Duran fosse totalmente modernizado, e exigiu que o conselho nacional de futebol iniciasse um processo de mudança na conduta dos jogadores.
Em campo, Bielsa implantou uma formação clara: 3-3-1-3, o esquema preferido do treinador. O único time a manter uma identidade homogênea nas Eliminatórias da Copa do Mundo. E o trabalho produziu resultados galgando de menor para maior. A seleção obteve o melhor rendimento como visitante nas Eliminatórias. Ganhou do Peru depois de 20 anos e pela primeira vez conseguiu superar a Colômbia.
A confirmação de Chupete Suazo como goleador, a técnica de Matias Fernández para armar e a segurança do goleiro Bravo foram agregando vitalidade para o Chile conseguir uma das vagas a África do Sul. Bielsa chegou apenas para ser técnico mas muitos já propuseram ao treinador a candidatura a presidência chilena. "Iremos ao Mundial jogar de igual a igual contra quem vier", disse o argentino e ninguém deve duvidar da capacidade chilena.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Série: Seleções rumo à África

O que entrou pela janela
A jogada escandalosa de mão de Henry ante Irlanda permitiu que a França disputasse sua décima terceira Copa do Mundo. O questionado grupo do treinador Raymond Domenech, atual vice-campeão, tem jogadores em excelente forma para lutar pelo título.
A seleção francesa sofreu muito para classificar-se sendo considerado o caminho para a África do Sul um verdadeiro suplício. Com Domenech no comando francês pela segunda Copa consecutiva, iniciou seu trabalho apostando em dar oportunidade a atletas mais jovens, saiu muito mal, e as críticas bombardearam a vida do treinador.
O mais revoltante para a torcida é ter jogadores excelentes como um arqueiro de categoria chamado Hugo Lloris (Lyon) um trio ofensivo temível Anelka-Benzema-Henry e uma série de experientes atletas como Abidal (Barcelona), Diarra (Real Madrid), Ribery (Bayern Munich) e Evra (Manchester United). Um plantel extravagantemente excelente.
Passadas as Eliminatórias e a repescagem, agora a equipe francesa precisará se manter tranqüila e converter todo seu arsenal de bons atletas em resultados positivos dentro de campo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Série: Seleções Rumo à África

Procurando encontrar o caminho certo
A seleção de Portugal aparece como uma das equipes mais fortes e sua carta na manga é C
ristiano Ronaldo, o segundo melhor jogador do mundo na atualidade. Nas últimas Copas do Mundo, Portugal sempre está nas fases decisórias do torneio com nomes de peso em todas as linhas do campo.
O plantel português é considerado o mais Sul-Americano da Europa por razão das características implantadas por Felipão e que mesmo com a saída do brasileiro não perdeu suas características, mesmo perdendo parte da qualidade até então apresentada. Suas principais características são posse de bola, ligações rápidas, muitas aberturas pelas pontas.
Após a saída do técnico brasileiro Felipão da seleção portuguesa, comandada por este na Copa da Alemanha 2006, a equipe sofreu muitas baixas custando muito para se classificar para a Copa, conseguindo a vaga apenas na repescagem.
O atual treinador Carlos Queiroz mostra muita incapacidade em dirigir uma equipe com Cristiano Ronaldo (foto), Deco, Simao Sabrosa e Nani, entre outros e não consegue motivar seu elenco a fazer gols. Outro empecilho para a seleção portuguesa é que após a saída de Felipão, Cristiano Ronaldo não conseguiu mostrar mais na equipe nacional porque é considerado um dos melhores do mundo marcando gols inacreditáveis.
O arco é habitado por Eduardo (Sporting De Braga), na defesa Queiroz, Bruno Alves (Porto) e os defensores do Chelsea Bosingwa e Ricardo Carvalho bloqueiam os rivais, no meio-campo Pepe (lesionado), Deco, Raúl Meireles ou Tiago, Cristiano Ronaldo e Simão Sabrosa, para completar o time Hugo Almeida, Liedson e Edinho disputam as duas vagas de atacantes da seleção. Com uma variação tática constante entre o 4-3-3, bem ofensiva, e o 4-4-2 mais retrancado, Portugal tentará algo a mais na África do Sul.

domingo, 31 de janeiro de 2010

China suspende relações com EUA

A venda de armas ao Taiwan aprovada na última semana pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos pelo valor de US$ 6,4 milhões terminou de dinamitar a débil relação entre duas grandes potências mundiais, desta forma, as palavras amáveis trocadas pelos presidentes Barack Obama e Hu Jintao, em novembro, em Beijing, são hoje coisas de um passado remoto. O país norte-americano proverá mísseis Patriot, helicópteros Black Hawk e sofisticados sistemas de comunicação para autodefesa.
A China respondeu prontamente neste sábado(30/01) com fúria. A primeira reação de Beijing foi suspender de imediato as relações militares com Washington e ameaçar as companhias que participarem da venda de armas ao Taiwan. Outras represálias também podem ser aplicadas contra os EUA como encerrar as vendas de matérias primas (minerais e tecnologia informática) até a proibição para alcançar acordos com empresas chinesas ou com sócios da região.
Estas ações podem ser apenas o começo de uma longa disputa, pois na verdade, o autêntico perigo para os EUA são sanções que podem afetar a estabilidade de seu tecido industrial, mui interconectado com o gigante asiático. Outro risco é que a sociedade chinesa, profundamente nacionalista, inicie um boicote aos produtos e à cultura norte-americana como já fez em 2008 com França em uma campanha promovida pelo próprio governo desde os fóruns de Internet.
O Pentágono ao sentir a pressão abaixou o tom “Lamentamos que a China tenha cessado as relações militares e também as ações contra firmas estadounidenses que transferem artigos de defesa ao Taiwan”.
Os EUA vendem ao Taiwan desde 2008, no entanto críticos afirmam que este conflito se dá porque a China já se sente poderosa para enfrentar os EUA. Porém na realidade a pequena ilha asiática, ex-província da China, vive sob a proteção dos EUA que alegam que o poderoso país asiático nunca renunciou a força para retomar a pequena ilha, e uma prova disso são os 1.300 mísseis apontados à China, desta forma EUA usa a pequena ilha asiática para possuir um ponto estratégico para dominar a região Ásia/Pacífico, um privilégio que não pensa deixar escapar e daí surge a richa entre EUA e China.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Série: Seleções Rumo à África

Uma equipe a se temer
Os Estados Unidos vão à África do sul como os ganhadores das Eliminatórias da Concacaf, com uma participação positiva na Copa Das Confederações, e querendo que todos saibam que sua seleção não é apenas uma equipe para completar a lista dos 32 participantes do torneio intercontinental. Apesar de o futebol estar apenas começando sua caminhada em forte crescimento, nos EUA, ainda é considerado um esporte secundário perdendo lugar para o Beisebol, Basquete, Hockey e Futebol Americano.
E com o propósito de encantar a parcela aficionada por futebol a federação futebolística selecionou Bob Bradley para guiar a seleção nacional ao mais longe possível em sua nona participação no mundial.
A diferença desta seleção com as antecessores é que Bradley encontrou solidez em cada uma de suas linhas, especialmente no meio-campo. Landon Donovan (foto) lidera a formação de quatro homens no meio, utilizado pelo comandante Bradley, acompanhado por uma série de nomes que dão qualidade a equipe: Michael Bradley, Ricardo Clark, Benny Feilhaber Y Clint Dempsey, Entre Otros.
Na defesa possui uma formação sólida com Oguchi Onyewu (Milan) como pilar do fundo juntamente com Carlos Bocanegra. O arco norte-americano esta protegido por homens de experiência. Tim Howard, (Everton) é o titular e conta com os reservas Kasey Keller (Fulham). E para fechar o grupo Jozy Altidore (foto) é o goleador máximo das Eliminatórias porém sem vaga assegurada disputará a titularidade com Charlie Davies, Conor Casey, Freddy Adu Y Eddie Johnson.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Série: Seleções Rumo à África

Além de jogar bem, querem ganhar
Nesta Copa do Mundo a Holanda quer converter as especulações em resultados reais.
Por seu bom jogo é sempre apelidada de campeã moral, porém nunca conseguiu converter a habilidade em título mundial. Em todos os mundiais que participou sempre contou com bom elenco, no entanto até agora segue com uma conta pendente com sua torcida. Os atletas holandeses esperam saudar esta dívida na África do Sul com um plantel de qualidade. Entre eles figuram Arjen Robben, Wesley Sneijder, Rafael Van Der Vaart e Robin Van Persie na busca por atropelar os empecilhos que atrapalham a seleção de subir ao podium.
O poder ofensivo é sua maior arma, porém sem se esquecer de se defender. Nestas eliminatórias, por exemplo, converteu 17 gol e recebeu apenas 2. Afinal de contas a seleção teve o luxo de ser defendida pelo goleiro Van Der Sar até 2008 e agora é muito bem substituído por Michel Vorm.
Desde a década de 70 a Laranja Mecânica se destaca como uma das equipes que melhor joga no mundo. Os prováveis onze que disputarão na África do Sul, dirigidos por Bert Van Marwijk (foto), são: Maarten Stekelenburg; Gregory Van Der Wiel (John Heitinga), Andre Ooijer, Joris Mathijsen, Giovanni Van Bronckhorst; Mark Van Bommel, Robin Van Persie, Nigel De Jong; Dirk Kuyt, Arjen Robben e Klaas Jan Huntelaar (Wesley Sneijder ou Rafael Van Der Vaart). Assim como grandes nomes do futebol e uma efetividade de temer, a seleção do país deverá encontrar uma regularidade que leve o time ao mais alto posto do planeta da bola.