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sábado, 11 de outubro de 2008

Tempos Político-Modernos

Assim como no Brasil, em que todos estão empenhados nas disputas eleitorais, nos Estados Unidos não é diferente. Um dos diferenciais é que os brasileiros elegem para cargos municipais enquanto os estado-unidenses elegem para cargos nacionais.
Mas o grande diferencial dos políticos estado-unidenses é a capacidade ou incapacidade na hora de escolher os vices. Um exemplo? O atual vice Dick Cheney, eleito junto com George W. Bush, cometeu uma tenebrosa gafe durante um discurso. Em um dado momento, do discurso, Cheney começou a falar sobre o presidente venezuelano, Hugo Chaves: “Ele passa boa parte de seu tempo se preocupando conosco e criticando os Estados Unidos” e para completar: “O povo do Peru, eu acho que merece uma melhor liderança, mas essa é uma questão que. Obviamente, eles têm de resolver entre eles” disse o vice da potência norte-americana.
Para infelicidade de Cheney o Peru e a Venezuela ficam aproximadamente 800km de distancia e o presidente do Peru é Alan
García Pérez e da Venezuela é Hugo Chaves. O problema não para por aí, não! Os atuais candidatos a vice Sarah Palin, de John McCain, E Joe Biden, de Barack Obama, não deixam Cheney muito a frente.
Os dois provavelmente devem estar revivendo os tempos de “Guerra Fria” e disputando uma corrida de gafes. Veja:
BIDEN: Afirmou que “quando a bolsa desabou em 1929, Franklin Roosevelt foi para a tv e não falou apenas dos princípios da cobiça, ele disse – veja o que aconteceu.” Que pena que Biden esqueceu-se de que em 1929 o presidente era Herbert Hoover e ainda não existia tv.
PALIN: Em visita a Nova Iorque a primeira dama iraquiana, Hero Ahmed foi obrigada a ouvir uma frase deplorável: “Há muito o que fazer aqui, não é? Muita coisa para ver.” Em resposta Ahmed alfinetou: “Também tenho muito o que fazer no meu país.”
BIDEN: O vice soltou um comentário um pouco estranho no país: “É o primeiro candidato afro-americano articulado, inteligente, limpo e bem apessoado. É uma história digna de livro.”(Sem comentários frente a mídia)
PALIN: Mostrou-se expert em noções de espaço: “Nossos vizinhos são outros países (Rússia e Canadá), ali no estado em que eu sou governadora. Quando (o premiê Vladimir) Putin estica sua cabeça até o espaço aéreo americano, para onde eles vão? É o Alasca. É logo depois da fronteira.” Realmente cabe imaginar como é Putin dirigindo.
BIDEN: Estilo humilde: “Francamente, (Hillary Clinton) ela poderia ter sido uma escolha melhor do que eu.”
PALIN: Estilo vice compenetrada com as causas do país ao ser questionada sobre propostas de supervisão a entidades financeiras: “Vou dar uma olhada e te dou retorno.”
Acredito que nem será preciso um grande fechamento para esta postagem, por isso, fica três pontos para que vocês possam refletir neste assunto. “...”

4 comentários:

blogdoronaldo disse...

obrigado pela visita em meu blog. também gostei da sua maneiro de abordar os temas. parabéns! Continue firme.

Anônimo disse...

Pois é, felizmente o mundo não se confina a esta barbárie.
O que me pergunto, apenas, é como o povo norte-americano se compraz neste elogio da mediocridade,
José-Augusto de Carvalho

Magui disse...

Pelo menos lá não há hegemonia política de um estado só, impedindo que outros estados tenham eleitos presidentes da república.No Brasil , o tipo de eleição faze com que nos enfiem guela abaixo representantes do grande sorvedouro das forças nacionais perdendo a oportunidade de termos grandes administradores , políticos de outros estados,governando o Brasil.

Quanto ao texto anterior, só faltava um pé frio como treinador da Seleção.

andre wernner disse...

A política tem dessas coisas. Arrogância demais e competência de menos. Aliás, o governo Bush bem demonstrou o exercício da arte de retroceder, de enterrar o país e sair mais por baixo que pau de galinheiro.

Sou mais o Bill Clinton e sua Mônica Lewinski!
Abs