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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Toyota – Empresa do Século XXI supera crise

A empresa japonesa Toyota alcançou algo inesperado no trimestre de Julho-Setembro, depois de três trimestres com perdas a maior montadora de veículos do mundo voltou a obter resultados positivos, graças aos efeitos dos planos de estímulo do governo e de um programa de redução de custos.
A cifra segue bem abaixo em relação a anos anteriores mas já é um bom sinal frente a crise econômica mundial.
Das grandes montadoras japonesas, Honda, Nissan e Toyota apenas a última prevê perdas no último trimestre, trabalhando, desta forma, totalmente com os pés no chão. Neste sentido a empresa anunciou que abandonará a Fórmula 1 em 2010 para reter gastos.
O faturamento semestral desde o iníco da crise caiu 31,3%, a 8,4 bilhões de yens, devido à caida das vendas em todas as regiões do mundo. Segundo perspectivas, durante todo o ano a montadora deverá faturar de 16,8 bilhões a 18 bilhões de yens.
Apesar dos prejuízos com a crise a Toyota demonstrou ao longo das últimas decadas que é capaz de suportar diversas formas de turbulencia.
Em 1950 o fundador da Toyota, Eiji Toyoda, ao ver grandes empresas como Ford esgotadas, em virtude da crise econômica de 1929, que se alastrou até 1945 (Segunda Guerra Mundial), decidiu revolucionar a linha de produção. Para Toyoda a empresa perfeita e com reais chances de lucro deveriam ampliar a oferta e a variedade de produtos com uma produção de giro rápido evitando estoques imensos. Logo este processo se tornou conhecido como Toyotismo.
Com a guerra da Coréia (1950-1953) a demanda por veículos de transportes para a batalha cresceu consideravelmente, desta forma, a Toyota com uma produção ágil se tornou a principal fornecedora. Assim, Toyoda conseguiu chamar a atenção de todo mundo para seu novo método de produção. (foto: Toyota BJ)
Por outro lado, logo após a Segunda Guerra Mundial a norte-americana Ford entrou em um lento processo de declínio. E exatamente em 2007 os gestores da empresa viram as suas vendas de carros d
espencarem 12% de uma só vez, o que lhes custou serem ultrapassados pela concorrente japonesa Toyota.
Em 2008 chegou ao conhecimento da sociedade uma nova crise, na verdade iniciada em 2001 com o estouro da bolha da Internet agravada em 2005 quando iniciou-se uma constante mutação nas taxas de juros nos Estados Unidos.
Até 2005 a montadora norte-americana GM mantinha a liderança com folga, porém, seu grande erro foi dar maior ênfase nos Estados Unidos. Em 2006 devido aos altos juros a população iniciou uma redução nos gastos atingindo frontalmente a GM que passou a depender das filiais internacionais.
Em 2008 o governo EUA iniciou fortes cobranças a empresas que receberam dinheiro público para se reestruturarem, inclusive a GM. Não suportando as pressões deste ano (2009) a GM pediu concordata e cedeu o posto para a forte Toyota.
A Toyota demonstrou tato para os negócios, assistiu ao colapso das duas ex-maiores montadoras norte-americanas, e comprovou sua tese de que uma produção eficiente e inovadora é capaz de desafiar o monopólio norte-americano na produção de automóveis.

7 comentários:

Wagner Herrera disse...

Parabéns pelo interessante resumo biográfico da Toyota.

david disse...

Interesante su propuesta de la traducci�n. en mi caso al esap�ol. El tema elegido muy acertado y ahora conozco algo mas.
Sigan asi.
David

kimi_cris disse...

Boa noticia, muito interessante. Ja esta na minha lista de blogs.

Grande Abraço!

Kimi_Cris

ArgentinaBrasilJuntos disse...

Boa notícia, é um excelente sinal nestes tempos tão difíceis.
Gostei do blog!!
Um abraço desde Buenos Aires!!
Sebastián

Jubalt Alvarez Salazar disse...

Hola.

Me gusto el articulo, interesante resumen. La traducción al castellano fue buena.

Xènia Viladàs disse...

estupendo artículo, muchas gracias. en mi opinión, la gente no quiere poseer un coche, quiere desplazarse: ¿para cuándo un cambio de concepto en el mundo de la automoción?

Maiakovisky disse...

Ela somente conseguiu sair da crise devido o investimento do governo. Assim, as teses liberais foram por água abaixo. O Just-in-time também gera desperdício e o kanban aumenta a exploração do trabalhador. Não tem para onde correr, a crise é estrutural do capital. Marx estava corretíssimo.